Cultura, Arte e Tecnologia

Entrevista do Rodrigo Vieira (@rodrigobw e @rodrigomcv) no Tumblr

1897990_840226045991058_387514866_n

Ficamos muito honrados com a menção deste grande fotógrafo em sua entrevista sobre mobgrafia ao blog do Tumblr. Felizes também por estar ao lado de amigos como Fabs Grassi e Eric Licen, fotógrafos excepcionais e que tem despertado diariamente nossa admiração e respeito.

Rodrigo Vieira é um dos participantes do projeto Inspiração Triumph, veja algumas imagens:

Acertando o foco

Acertando o foco

Rodrigo Vieira (@rodrigobw), o pombo e o coelho

Rodrigo Vieira (@rodrigobw), o pombo e o coelho

Fica quieto aí Coelho

Fica quieto aí Coelho

Agora sim

Agora sim

Leia abaixo, a íntegra da entrevista e em breve, novidades do Rodrigo. Ele tem um lado B…aguarde…

Usuário do Tumblr em Destaque: Rodrigo Vieira

Blog: Rodrigo Vieira Mobile Photography

Primeira Postagem: Julho de 2012

Todas as fotos que ilustram esse post foram tiradas com o celular. O publicitário paulista Rodrigo Vieira, de 37 anos, é o mago por trás desses olhares urbanos; sempre com a capital paulista como protagonista. Rodrigo tem muitas outras histórias da cidade para contar, mas decidimos que agora seria a hora de ele contar a sua própria.

Começando do início, conta um pouco da sua história, como a sua relação com a fotografia começou.

A minha relação com a fotografia sempre existiu, até porque eu sempre trabalhei com direção de arte. Mas foi em 2009 que tudo começou, com o iPhone 3GS, quando eu descobri a fotografia de celular.
Esse tipo de fotografia me mostrou um mundo de possibilidades, e, muito mais do que isso, me conectou a outras pessoas no mundo inteiro que também estavam descobrindo novas possibilidades para a sua fotografia.
A Mobile Photography também é sobre conectar pessoas.
Em 2011 eu conheci a fotografia de rua e percebi que, com o celular, eu poderia tirar fotos que ninguém jamais conseguiria com uma câmera , que eu poderia ser quase invisível nas ruas. A partir daí, o meu trabalho foi tomando corpo e eu fui me aprofundando cada vez mais, tentando desenvolver a minha própria linguagem – o que eu busco até hoje. Em 2013 esse trabalho começou a render frutos, fiz algumas exposições. Mas foi no início de 2014 que eu comecei a participar de exposições maiores , como o Festival Mobgraphia no MIS em Maio. Depois fiz parte do júri no maior concurso de fotografia de celular do Brasil e da curadoria do Prêmio Olhar de Torcedor em Julho. Em 2014 comecei também a trabalhar com grandes marcas.

Você vive da fotografia ?

Não. A fotografia de celular ainda precisa se estabelecer melhor no mercado para que isso aconteça. Eu sou publicitário. A fotografia de rua pra mim é amor, e como toda relação que envolve amor, envolve também um certo grau de compromisso. É um compromisso com quem eu fotografo, é um compromisso com a minha cidade.

Todas as suas fotos são tiradas com celular? 

Sim, todas as minhas fotos são sempre tiradas com um celular.

Mas você usa alguma lente especial? 

Eu já usei todos os tipos de lentes possíveis junto com o celular. Desde as tradicionais FishEye, Grande angular, Macro – até lentes Nikon e Lentes de plástico da Diana 35mm.
Ultimamente eu tento passar o mais despercebido possível, então procuro deixar um pouco as lentes de lado e, literalmente, focar mais na fotografia.

Um dos seus últimos trabalhos, Coimbra Street, está disponível para download na App Store da Apple. Quer falar um pouco do projeto?

Na verdade, é um aplicativo sobre storytelling, e com diversos autores. Coimbra Street é apenas uma das muitas histórias que são apresentadas.

“Coimbra Street”, ou a Rua Coimbra, é a rua mais típica da comunidade boliviana em São Paulo. Lá você encontra comida típica, lojas, feiras e até “peluquerias”. É uma comunidade forte, completamente estabelecida e que ninguém em São Paulo conhece. Isso que me deixou bastante surpreso. Eu sempre morei em São Paulo e nunca tinha ouvido falar da Rua Coimbra. Durante o projeto eu fui pra Rua Coimbra por duas semanas, todos os dias fotografando e conversando com os moradores locais.

Diga-nos uma fotografia da qual você é super orgulhoso e porquê?

Eu gosto muito desse retrato do Seu Eliseu porque foi um retrato que demorou meses para ser feito. Eu sempre passava pelo túnel e via o Seu Eliseu vendendo água em meio aos carros. Via aquela luz toda em cima dele e imaginava a foto.

Passou um tempo, eu perguntei a ele, de dentro do meu carro, se era possível tirar um retrato. Ele disse que sim, sem problemas.
Passou mais um bom tempo até que eu fosse de fato até o seu Eliseu pra fazer o retrato, mas valeu muito a pena e saiu melhor do que eu esperava. Ele foi um excelente modelo.

No seu Twitter você postou uma citação da fotógrafa Diane Arbus. Quem mais te inspira na fotgrafia?

Gosto bastante dos clássicos – Diane Arbus, Bruce Gilden, Bresson, Kouldelka, Robert Frank. Daido Moriyama também. Gosto também demais da estranheza do Martin Parr , do Daniel Arnold.
Mas hoje em dia, quem mais me inspira é o Alex Webb quando eu fotografo colorido – e o Robert Doisneau quando eu fotografo em preto e branco. Dependendo do momento.

A sua série de fotos com a máscara do coelho é apenas exercício de estilo ou existe alguma mensagem por trás?

As duas coisas. Quando vemos pessoas com caras de animais numa foto considerada mais “séria”, o primeiro sentimento é de estranheza, depois vem o mais óbvio que é o humor. Essa percepção de estranheza é o que me interessa ao colocar esses personagens mascarados na fotografia de rua.

Como é fotografar estranhos na rua…você já se deparou com algum problema ou é tudo sempre tranquilo?

Na maioria das vezes é relativamente tranquilo. Eu já tive alguns conflitos, mas foram sempre situações pontuais. Quando eu saio para fotografar, eu encaro isso como um trabalho e um desafio. O meu objetivo é retratar a cidade. Não procuro ridicularizar, nem expor ninguém. Se alguém percebeu que foi fotografado, eu sorrio , agradeço e vou embora. Se alguém perguntar se foi fotografado e quiser apagar a foto, eu apago sem problemas.
Na maioria das vezes ninguém percebe nada.

Por que o Tumblr como plataforma?

Pela flexibilidade da plataforma e pelo engajamento da comunidade. Hoje, o meu Tumblr funciona como meu portfolio, e é perfeito tanto no desktop como em mobile. Também existe um comunidade muito ativa no Tumblr, tanto em mobile photography como em fotografia de rua. Eu fico muito feliz de ser um membro ativo dessas duas comunidades.

Quais seus tumblrs favoritos ou que você segue?

São 3 os Tumblrs nacionais que eu mais admiro :

Mobgraphia – a principal fonte sobre fotografia de celular (mobgraphias) no Brasil.

Fabs Grassi Photography – retratos Íntimos com uma delicadeza incomparável, feitos com celular.

Eric Licen Photography – a cidade de São Paulo e sua poesia em preto e branco. Um excelente blog de fotografia urbana.

imagens: rodrigo vieira

Esta entrada foi publicada em dezembro 15, 2014 às 4:22 pm e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: