Cultura, Arte e Tecnologia

mObgraphia convida Claudio Edinger

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Um dos maiores fotógrafos de ‘fine art’ do Brasil e do mundo, Claudio Edinger topou o convite da mObgraphia para falar sobre seu trabalho com smartphones.

Claudio é um expoente também na nossa arte com plataformas móveis. Aqui, ele nos conta como começou e como utiliza a mobgrafia em seu trabalho como parte e também como fim. Veja abaixo:

” O termo mobgrafia está com os dias contados. Logo logo não existirá mais esta separação entre fotografia com camera e fotografia com o celular. Os celulares estão cada vez mais sofisticados. Há quatro anos, no Festival de Fotografia de Tiradentes eu falei, em hipérbole, que o iphone 10 irá substituir todas as cameras fotográficas — até eu depois, pensando, pensei, putz cara que exagero.  
A virtude principal da mobgrafia é que vc está sempre com a camera, em qualquer lugar. E também,  que dentro do celular temos os aplicativos necessários para deixar a imagem de acordo com nosso ponto de vista. Esta onipresença fotográfica tem revolucionado, ainda de forma sutil, nossa maneira de viver. Estamos no começo desta nova revolução cultural prevista por Vilém Flusser nos anos 1980. O Edward Steichen diz que se vemos melhor, sentimos mais, pensamos mais e nosso universo amplia. 
Poder ter uma camera sempre presente mudou minha vida e minha maneira de fotografar. O pianista pra poder tocar numa sinfonia, pratica oito dez horas (ou mais por dia). Podermos fotografar o tempo todo, errando muito, aprendendo muito com nossos erros, melhora demais nossa maneira de fotografar. A partir de 2009, quando ainda fotografava com filme e camera de grande formato usava o iphone como pre-polaroid. Antes de montar a camera num tripé, processo trabalhoso e demorado, fazia uma foto digital. No próprio iphone tinha um app (tiltshift gen) que criava o foco seletivo que me interessa. Revolucionou minha maneira de fotografar, acelerou meu processo” .
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Hoje cedo, aqui no RJ, estava uma névoa incrível. Estou com minha camera Nikon D-800 que é maravilhosa. Mas quem tem coragem de sair de madrugada, nas ruas do Leblon com uma camera tão cara sem um guarda-costas armado (pelo menos com uma faca)? Peguei a G4 e o resultado incluo aqui. Ainda não substitui a grandona — mas falta pouco. Foto feita a 1/1000 f1:8 iso 100
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Esta entrada foi publicada em junho 1, 2015 às 11:49 am e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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