Cultura, Arte e Tecnologia

Chernobyl, 30 anos depois – Final

Hoje, segunda parte da #mobtriplesteeuropeu – Chernobyl

Os reatores de Chernobyl preocupavam menos os soviéticos do que um possível ataque de mísseis americanos. Pica-pau russo, o radar que emitia sinais imitando o som do pássaro, custou uma grana e só foi usado em testes. Depois de construir, gastar tempo e dinheiro com pica-pau, os russos se deram conta que era mais fácil espionar com satélites. Mas aí, era tarde demais.

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Nos muros, os vestígios da propaganda política soviética.

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Nesta sala, o material de propganda que estava sendo preparado para as celebrações do Primeiro de Maio, o dia do trabalhador.

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A medição radioativa dispara quando o aparelhinho – contador geiger – se aproxima do reator 4 que explodiu há 30 anos.

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O “sarcófago” para cobrir a usina já teve ajuda das principais economias do mundo mas ainda não foi concluído.

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Algumas regiões foram mais contaminadas que as outras. Perto dos rios e da madeira houve mais absorção de radioatividade. Tanto que muitas casas de madeira foram queimadas e as cinzas enterradas.

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Pergunto a uma moradora de Kiev se produtos da região de Chernobyl são contrabandeados para fora da zona de exclusão. Me lembro da reportagem do NYTimes sobre extração ilegal de madeira. Minha fonte, que também é jornalista, diz que isso é pertinente e, sempre evita os cogumelos e cerejas gigantes quando encontra à venda nas ruas de Kiev. Ela sabe que tudo que sair daqui, peixes, frutas, madeira, está contaminado com altos níveis de radiação.

Muitos ucranianos dizem que Chernobyl e Prypiat foram castigadas porque não havia igrejas, que os trabalhadores e famílias que viviam lá, não acreditavam em Deus. Não resisto em pensar que hoje, as máscaras de proteção são os únicos olhos que nos encaram da cidade abandonada.

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Bianca já está de volta a Berlin e de lá, amanhã, de volta ao Brasil.

A mObgraphia Cultura Visual com muito orgulho, compartilhou esta mObtrip da fotógrafa, numa data tão simbólica e triste na memória da humanidade, os exatos 30 anos de uma tragédia que poderia ter sido evitada. Marcou a memória e a vida de milhões de pessoas não apenas da Ucrânia, onde fica Prypiat, cidade que existiu para abrigar os funcionários da usina e suas famílias, perdidas após a tragédia, mas também de muitos países da Europa, afetados diretamente pelas nuvens radioativas e a chuva ácida que se seguiu ao acidente.  Poder acompanhar de perto a Bianca nesta incursão ainda com riscos, o verdadeiro Urbex, foi um privilégio.

 

Esta entrada foi publicada em abril 30, 2016 às 11:58 am e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

4 opiniões sobre “Chernobyl, 30 anos depois – Final

  1. Adorei as fotos e a matéria! Parabéns Bianca e Mobgraphia !

  2. obrigada Leo pelo feedback, e super obrigada ao Cadu pela parceria e oportunidade de compartilhar esta experiência.

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